AMOR SOBRE RODAS




Muita gente em nossa sociedade tem preconceito contra duas pessoas especiais, diria que até pessoas especiais tem esse preconceito entre si. Mas isso é porque muitos, não aceitam suas condições.
Eu digo isso, porque também me sentia assim. Pensava que por ser uma pessoa com deficiência física, tinha comigo que nenhum homem iria me enxergar como mulher, mas sempre se aproximava por pena. E por muito tempo sonhava com um grande amor, mas um grande amor sem possuir nenhuma limitação como eu. Porque eu, na minha mente, só era possível ser feliz com aquele que não possuía deficiência.
Mas para minha felicidade e crescimento pessoal, conheci um grupo de pessoas com deficiência, que apesar de ter alguma limitação, essa não impedia deles serem felizes e construir um relacionamento entre deficientes. Fiquei encantada e feliz, porque conhecê-los, me abriu novos horizontes, me deu esperança e uma nova razão de viver.
Porque vi pessoas como eu, que são felizes e que a deficiência não se deixa limitar, vão eles viver a vida como se deve. São chefes de família, tem filhos e etc, e não se deixaram abalar por sua limitação.
Hoje na sociedade, nós sofremos ainda preconceito em relação a dois deficientes terem um relacionamento. Eu digo isso, porque estou vivendo essa situação.
Eu encontrei uma pessoa muito especial que me ama e possui as mesmas limitações como as minhas e que me fez descobrir um novo sentido para minha vida. E mudou meus conceitos sobre a vida. O Junior me fez enxergar que o amor é muito além que uma cadeira de rodas. Nós costumamos dizer que quando estamos juntos até nossas cadeiras de rodas se namoram. Temos passado por momentos complicados, mas temos superado com muito amor!
Mas infelizmente não é só as pessoas que não convive com pessoas com deficiência, mas entre nós mesmo, pois muito deficientes tem uma mente preconceituosa. Que prefere se fechar para o mundo do que aceitar a sua realidade, perdendo a oportunidade de ser feliz por serem preconceituosos consigo mesmo. Nós só poderemos nós só podemos mudar o conceito da sociedade em relação a nós, quando mudarmos o nosso conceito em relação a nós mesmos.
Deficiente não somos nós, mas as pessoas que nos julgam incapazes, pois não se sinta incapaz. Porque a deficiência é você quem faz! (Por Marley Cristina Felix Rodrigues)

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